Seu ERP está pronto pro Open Finance? 5 sinais de que é hora de se preparar
97% das empresas brasileiras ainda não usam Open Finance. Veja 5 sinais de que seu ERP está ficando pra trás e como se preparar antes dos concorrentes.
Os 5 sinais, em resumo:
A parte financeira é o coração do ERP e se você gerencia um, sabe bem disso. Extratos, conciliação, pagamentos, fluxo de caixa. Se isso trava, trava tudo.
O que aprendemos atendendo centenas de ERPs foi que, pra maioria, essa parte ainda funciona no modo manual: muito download e upload de extrato, OFX, CNAB, conferência linha por linha, proc-v, cliente saindo do sistema pra buscar informações no internet banking…
Funciona? Funciona. Mas funciona como o fax funcionava nos anos 2000: dá pro gasto, até alguém mostrar que existe algo melhor.
Esse "algo melhor" já tá rodando, é Open Finance.
O cenário que você precisa conhecer
O mercado em números:
- 149% de crescimento em consentimentos de Open Finance entre 2024 e 2025
- Menos de 3% das empresas brasileiras conectadas ao Open Finance
- 61% dos empreendedores trabalham com 2 a 5 bancos simultaneamente
- 99%+ dos bancos brasileiros cobertos por uma única API de Open Finance
O Open Finance chegou em 2021 inspirado pelo conceito europeu de open banking, mas o modelo decolou e ele é, hoje, o maior do mundo. Benchmark global de sucesso e infraestrutura.

Só entre 2024 e 2025, o número de consentimentos cresceu 149%.
Mas aqui vai o número que importa pra quem tem um ERP: das mais de 20 milhões de empresas ativas no Brasil, menos de 600 mil estão conectadas ao Open Finance. Isso é menos de 3% (Dashboard do Cidadão, Open Finance Brasil, abril/2025).
Isso significa que 97% das empresas ainda operam com os dados financeiros presos dentro de cada banco, sem integração automática, sem tempo real. E os ERPs que atendem essas empresas? Na maioria dos casos, ainda dependem de arquivos, uploads e processos manuais pra fazer o básico.
A oportunidade é clara. E a janela tá aberta.
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5 sinais de que seu ERP precisa se preparar
Se você é founder ou CTO de um ERP, leia a lista abaixo. Se reconhecer 3 ou mais, seu sistema provavelmente está operando abaixo do que o mercado já permite.
1. Seus clientes ainda fazem upload de extrato bancário
OFX, CNAB, XLSX. Se o fluxo de dados bancários do seu ERP começa com o cliente baixando um arquivo do internet banking e subindo no sistema, esse é o sinal mais claro.
Com Open Finance, os dados bancários chegam via API, em tempo real, padronizados e sem intervenção do usuário. Sem download, sem upload, sem arquivo no formato errado na sexta-feira.
2. A conciliação bancária exige conferência manual
O cliente importa o extrato, o sistema tenta fazer o match, mas sempre sobram transações que alguém precisa conferir na mão. Todo fim de mês, o mesmo ritual.
Quando os dados bancários chegam em tempo real e já categorizados, com CPF/CNPJ e dados das contrapartes, a conciliação deixa de ser um processo e vira um resultado automático.
3. Seu ERP conecta com poucos bancos (ou nenhum)
Integrações pontuais com 2 ou 3 bancos são comuns. O problema é que cada cliente pode usar um banco diferente. E construir conectores sob demanda não escala.
Segundo o World Payments Report da Capgemini, 61% dos empreendedores trabalham com dois a cinco bancos, e 25% operam com seis a dez provedores de serviços financeiros ao mesmo tempo. Pesquisas recentes da McKinsey confirmam a tendência: menos de um terço das PMEs mantém uma única conta bancária, contra quase metade há cinco anos. Se seu ERP não cobre essa realidade, o cliente resolve por fora. E "resolver por fora" é o primeiro passo pra trocar de sistema.

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4. Pagamentos acontecem fora do sistema
O cliente gera o boleto no ERP, mas paga no internet banking. Ou pior: copia e cola dados de pagamento entre sistemas. Cada saída do ERP é uma fricção, um risco de erro e uma experiência quebrada.
Com iniciação de pagamento via Pix integrada ao ERP, o cliente paga fornecedores, boletos e contas sem sair do sistema. O pagamento sai, o comprovante volta, e a baixa acontece automaticamente.
5. Seus concorrentes já oferecem integração bancária e você não
Se outros ERPs do seu segmento já anunciam conexão bancária em tempo real e você ainda depende de upload de arquivo, isso não é só um gap de roadmap. É um argumento de venda que você está entregando de bandeja pros seus concorrentes.
O Banco Central já incluiu melhorias na jornada PJ na agenda 2026: Pix Automático, portabilidade de crédito e novas funcionalidades estão chegando.
Vale lembrar que a adoção de Open Finance por empresas ainda enfrenta desafios práticos, como a complexidade do consentimento PJ e a necessidade de educar o cliente final sobre o compartilhamento de dados. ERPs que entenderem esses obstáculos e souberem simplificar a experiência vão ter uma vantagem real.
Como a Pluggy prepara seu ERP para o Open Finance
Se você leu os sinais acima e reconheceu a maioria, a pergunta natural é: por onde começar?
Construir conectores bancários do zero exige lidar com dezenas de APIs diferentes, instabilidades, mudanças regulatórias e manutenção contínua. É um investimento pesado que desvia o foco do que realmente importa: o produto.
A Pluggy resolve essa camada. Uma única API que conecta seu ERP a 99%+ dos bancos brasileiros.
Na prática, isso significa: seu sistema se integra uma vez com a Pluggy, e de repente seus clientes conectam qualquer banco, de qualquer lugar, em tempo real. O extrato chega padronizado, limpo e enriquecido, com categoria de cada transação, dados das contrapartes (CPF/CNPJ, CNAE) e detalhes que antes exigiam análise manual de comprovantes.
Pra pagamentos, a API de iniciação via Pix permite que seus clientes paguem direto de dentro do ERP. O fluxo completo: pagamento iniciado, comprovante gerado, baixa automática.
E o melhor: você não precisa lidar com conectores bancários, instabilidades de APIs ou mudanças regulatórias. A Pluggy cuida da infraestrutura. Seu time foca no produto.
Diagnóstico: em que estágio de Open Finance seu ERP está?
A gente criou um diagnóstico rápido, na forma de quiz, que avalia 7 dimensões do seu sistema: conectividade bancária, conciliação, cobertura de bancos, pagamentos, enriquecimento de dados, roadmap e experiência financeira.
São apenas 2 minutos. O resultado é personalizado e te mostra exatamente o que priorizar a partir daqui.
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Perguntas frequentes sobre ERP e Open Finance
Construir do zero, com conectores próprios para cada banco, leva de 12 a 24 meses e exige time dedicado de engenharia. Usando uma infraestrutura como a Pluggy, a integração vai ao ar em semanas, porque todos os conectores, o fluxo de consentimento e a padronização dos dados já vêm prontos.
Não. Quem precisa de autorização é o provedor de infraestrutura (Iniciador de Pagamentos ou Instituição de Pagamento). O ERP se integra a esse provedor e consome os dados e pagamentos via API. A Pluggy, por exemplo, é uma Iniciadora de Transação de Pagamento (ITP) autorizada pelo Banco Central.
CNAB é um padrão de arquivo batch, de 1990, que exige download, upload e processamento posterior. Open Finance é um protocolo de API em tempo real, regulado pelo Banco Central, com dados padronizados e consentimento explícito do cliente. CNAB é assíncrono e manual. Open Finance é síncrono e automático.
Substitui. OFX é um formato de arquivo que depende do cliente baixar o extrato do internet banking e subir no sistema. Open Finance elimina esse passo — os dados chegam via API, em tempo real, direto do banco, com autorização explícita do cliente. Mais cobertura, menos fricção, zero arquivo.
Funciona para os dois. O Open Finance Brasil tem escopo PJ regulamentado desde 2021, mas a adoção por empresas ainda é pequena, menos de 3% do universo PJ está conectado. Essa é exatamente a janela de oportunidade para ERPs sairem na frente da concorrência.
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