Open finance: tudo o que você precisa saber (em 1 minuto)
Open Finance é o compartilhamento padronizado de dados financeiros regulado pelo Banco Central. O que é, o que mudou de Open Banking e quem é obrigado a participar.
Open Finance: tudo o que você precisa saber
O que é Open Finance?
Open Finance é, na definição do Banco Central, o "compartilhamento padronizado de dados e serviços por meio de abertura e integração de sistemas". A definição está no art. 2º da Resolução Conjunta nº 1, de 4 de maio de 2020, a norma do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central que criou o sistema no Brasil.
Em linguagem direta: você autoriza a instituição onde seus dados estão a enviá-los para outra instituição que você escolher. Você define quais dados, com quem, e por quanto tempo. Pode cancelar a qualquer momento. Sem a sua autorização, nada é compartilhado, e o cliente não paga nada por isso.
Open Finance não é um aplicativo nem um produto. É uma infraestrutura de regras e APIs que todas as instituições participantes seguem, sob supervisão do Banco Central.
Como funciona na prática?
O usuário (pessoa física ou empresa) autoriza o compartilhamento de seus dados com um terceiro — como um ERP, uma fintech, um app de gestão financeira. Essa autorização pode incluir dados de conta, movimentações, cartões, investimentos e até crédito.
A troca é feita por APIs seguras, seguindo padrões definidos pelo Banco Central. Ou seja: tem regulação, segurança e controle.
E as vantagens do Open Finance, valem a pena?
- Acesso a dados em tempo real
- Redução de erros e processos manuais
- Automatização de tarefas financeiras
- Experiências integradas e fluidez entre sistemas
- Serviços mais personalizados e inteligentes
Na prática, ele transforma a gestão financeira, seja de uma pessoa ou de um negócio, em algo mais eficiente, confiável e ágil.
Open Banking ou Open Finance? Qual é o nome certo
Os dois nomes se referem ao mesmo sistema brasileiro, mas só um está em vigor.
O sistema nasceu como Open Banking na Resolução Conjunta nº 1, de 4 de maio de 2020. A Resolução Conjunta nº 4, de 24 de março de 2022, alterou essa norma e trocou o nome para Open Finance, com efeito a partir de 2 de maio de 2022. O texto consolidado da regulamentação hoje não traz mais nenhuma ocorrência do termo Open Banking.
A troca não foi cosmética. A palavra "banking" sugeria que só dado bancário entrava no escopo, quando o sistema já previa seguros, previdência complementar aberta, câmbio e investimentos.
Se você mantém documentação, contrato ou material técnico que ainda usa o termo antigo, o nome regulatório correto desde maio de 2022 é Open Finance. Quem busca por API de Open Banking e quem busca por API de Open Finance no Brasil está procurando a mesma coisa.
O que pode ser compartilhado no Open Finance
O art. 5º da Resolução Conjunta nº 1/2020 define o escopo mínimo do sistema. É um piso, não um teto: o § 1º permite que as instituições participantes incluam outros dados e serviços por convenção.
| Categoria | O que entra |
|---|---|
| Canais de atendimento | Dependências próprias, correspondentes no País, canais eletrônicos e demais canais disponíveis ao cliente |
| Produtos e serviços | Conta corrente, poupança, conta de pagamento pré-paga e pós-paga, operações de crédito, câmbio, credenciamento em arranjos de pagamento, depósito a prazo e outros produtos de investimento, seguros e previdência complementar aberta |
| Cadastro | Dados do cliente e de seus representantes |
| Transações | Movimentação das contas, do crédito, do câmbio, do credenciamento, dos investimentos, dos seguros e da previdência |
| Serviços | Iniciação de transação de pagamento e encaminhamento de proposta de operação de crédito |
Na prática, é esse escopo que permite a um ERP puxar o extrato bancário do cliente sem pedir OFX, ou a uma fintech de crédito analisar renda com dado verificado na fonte.
Quem é obrigado a participar
Esse ponto mudou recentemente e muita fonte na internet ainda traz a regra antiga.
Até o fim de 2024, a obrigatoriedade alcançava apenas as instituições dos Segmentos 1 (S1) e 2 (S2) da Resolução nº 4.553, de 30 de janeiro de 2017.
Desde 1º de janeiro de 2025, por força da Resolução Conjunta nº 10, de 4 de julho de 2024, o grupo obrigatório passou a incluir também as instituições individuais e as pertencentes a conglomerados com mais de cinco milhões de clientes, conforme base de dados indicada pelo Banco Central.
As demais instituições autorizadas participam de forma voluntária. É por isso que a cobertura real do Open Finance é bem maior que a lista dos grandes bancos, e continua crescendo a cada ciclo.
A Pluggy no Open Finance
A Pluggy nasceu dentro do Open Finance. Por isso, desenvolvemos uma API única que conecta tudo o que você precisa: dados bancários, pagamentos, extratos, conciliações e mais.
A gente entrega o que há de mais moderno em integração financeira, com segurança e rapidez. E o melhor: como Iniciador de Pagamentos autorizado pelo Banco Central — além de acessar dados, também podemos viabilizar que o usuário faça pagamentos ou cobranças para contas em qualquer banco sem sair da sua experiência.
Se você é uma plataforma, ERP ou solução que quer oferecer mais para seus clientes (e menos trabalho manual), a gente tá aqui pra isso. Teste no sandbox sem cartão de crédito ou fale com o time.
Perguntas frequentes sobre Open Finance
O Open Finance é seguro?
O compartilhamento só acontece de forma criptografada e depois de três etapas obrigatórias: consentimento, autenticação e confirmação. O fluxo ocorre entre duas instituições por vez, a que envia e a que recebe, sempre dentro dos canais oficiais delas. O compartilhamento é voluntário, segue a Lei Geral de Proteção de Dados e pode ser cancelado a qualquer momento com a mesma facilidade com que foi autorizado.
Quanto custa o Open Finance para o cliente?
Nada. Não existe cobrança do cliente para autorizar o compartilhamento de dados. O custo existe para a empresa que quer consumir esses dados dentro do próprio produto, e depende do provedor de infraestrutura escolhido. Os planos da Pluggy estão em pluggy.ai/precos.
Qual a diferença entre Open Finance e Pix?
São coisas diferentes que se encontram em um ponto. O Pix é um arranjo de pagamentos instantâneos. O Open Finance é o sistema regulado de compartilhamento de dados e serviços. A iniciação de transação de pagamento, que é um dos serviços previstos no escopo do Open Finance, normalmente usa o Pix como trilho de liquidação. Na prática: o Open Finance dá a autorização e o Pix move o dinheiro.
Preciso ser autorizado pelo Banco Central para usar dados de Open Finance?
Para participar diretamente como instituição receptora, sim. A maioria das empresas de software não segue esse caminho: acessa os dados por meio de uma instituição já autorizada, que expõe tudo por API. A Pluggy é autorizada pelo Banco Central como Iniciadora de Transação de Pagamento e opera dentro do ecossistema regulado, então o seu produto consome dados e pagamentos por uma API só sem precisar de licença própria.
Existe API de Open Finance gratuita para testar?
Existe sandbox gratuito. Na Pluggy você cria a conta, recebe credenciais e faz a primeira chamada com dados simulados sem cartão de crédito e sem aprovação comercial. Para uso pessoal, o Meu Pluggy é gratuito. Ambiente de produção é pago e varia por plano.
Quais dados o Open Finance não cobre?
O escopo do art. 5º é um mínimo obrigatório. Dado que não está na norma e não foi incluído por convenção entre os participantes não trafega pelo Open Finance. Por isso boa parte das integrações no Brasil combina Open Finance com conectores de acesso direto, para cobrir instituições e informações fora do escopo regulado.
Fontes
- Resolução Conjunta nº 1, de 4 de maio de 2020 (CMN e Banco Central), texto consolidado, que dispõe sobre a implementação do Open Finance
- Resolução Conjunta nº 4, de 24 de março de 2022, que alterou o nome do sistema com efeito a partir de 2 de maio de 2022
- Resolução Conjunta nº 10, de 4 de julho de 2024, que ampliou o grupo de participação obrigatória a partir de 1º de janeiro de 2025
- Resolução nº 4.553, de 30 de janeiro de 2017, que define os segmentos S1 a S5
- Portal Open Finance Brasil e portal do Banco Central sobre Open Finance
Última atualização: 17 de setembro de 2026.
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